
Dois amigos (na verdade um amigo e um amigo do amigo), algumas barras de chocolate e a perspectiva de que nos divertiríamos com o primeiro filme do Homem de Ferro – que já tem contrato para mais dois. Antes de entrar na sala fiz o pequeno somali esfomeado e comi um sanduíche de 30 centímetros na Subway – porque 15cm nunca é o suficiente. Saciado, estufado, fui quase rolando para a fila.
A essa altura todo mundo deve ter ouvido horrores sobre o filme – que é legal, que é divertido, que o Robert Downey Jr. está até gatinho, que a armadura do super-herói está “irada”, e bla bla bla. E o filme realmente é muito divertido. Agrada mesmo porque o Downey foi feito para o personagem – ou vice versa – com seu histórico de situações constrangedoras publicamente conhecidas, como abuso de drogas e bebidas e todo aquela fama bagaceira que as celebridades hoje em dia adoram ter. Ele interpreta o megalomaníaco, mulherengo, autoconfiante, arrogante empresário da indústria armamentista Tony Stark. Ele acaba envolvido em um atentado no Oriente Médio em que terroristas usam as armas que ele próprio produz. E aí já sabe, né? Nada como estilhaços de míssil no peito para despertar o lado altruísta e filantrópico de alguém. O playboyzinho fica revoltado, entra em crise no melhor estilo “Oh meu Deus! O que estive fazendo todo esse tempo?” e faz o que toda pessoa numa situação similar faria...
Doa toda sua fortuna para instituições de caridade? Troca seu conglomerado armamentista por fábricas de rações para os milhões de famintos e desnutridos na África? Não. Ele usa seu intelecto superavantajado para criar uma armadura cheia de armas e passa a fazer justiça com as próprias mãos!
O filme é bem divertido, com as piadas gravitando em volta do comportamento de Stark que dá vida ao Homem de Ferro – ênfase no “homem”. Porque uma coisa que deve se notar é que o longa além de divertido também é uma grande apologia ao machismo! Stark não passa de um carinha nos seus trinta anos em grande crise, que em vez de gastar seu dinheiro com televisões de plasma, carros esportes e mulheres mais jovens – coisas que ele já tem de sobra e não passam de extensões de seu p... Ego e masculinidade – ele decide se divertir com uma arma de destruição em massa na forma de uma armadura espalhafatosa.
Além das atitudes do próprio Tony Stark e de alguns muitos personagens masculinos do filme, temos a presença das mulheres que só reforçam toda vibe macho man do filme. Esqueçam a revolução feminista, os sutiãs em chamas! No filme, as aeromoças do jatinho particular de Stark viram stripers profissionais com direito a pole surgindo no meio da aeronave. E o que dizer da jornalista Chistine Everhart, que chega toda-toda criticando as ações de Stark para depois cair na cama dele? Pura demonstração de profissionalismo.
Mas quem ganha mesmo é a queridinha do filme Pepper Potts, interpretada pela Gwyneth Paltrow. A ruivinha primeiro tem cara de palerma maior parte do filme, faz tudo pro Stark – traz café, roupa lavada, dispensa as “minas” que ele comeu – e ainda acaba caidinha por ele. A cena épica da falta de amor próprio de Potts é quando ela se encontra em cena romântica com o patrão – usando um vestido que deixava visível a falta de comissão de frente da senhorita Paltrow – e se atira para um beijo silenciosamente desesperado e Tony Stark simplesmente sai deixando a moça lá. O resto do filme ela grita, corre e se ajuda o Homem de Ferro em alguma coisa é muito pouco.
A essa altura todo mundo deve ter ouvido horrores sobre o filme – que é legal, que é divertido, que o Robert Downey Jr. está até gatinho, que a armadura do super-herói está “irada”, e bla bla bla. E o filme realmente é muito divertido. Agrada mesmo porque o Downey foi feito para o personagem – ou vice versa – com seu histórico de situações constrangedoras publicamente conhecidas, como abuso de drogas e bebidas e todo aquela fama bagaceira que as celebridades hoje em dia adoram ter. Ele interpreta o megalomaníaco, mulherengo, autoconfiante, arrogante empresário da indústria armamentista Tony Stark. Ele acaba envolvido em um atentado no Oriente Médio em que terroristas usam as armas que ele próprio produz. E aí já sabe, né? Nada como estilhaços de míssil no peito para despertar o lado altruísta e filantrópico de alguém. O playboyzinho fica revoltado, entra em crise no melhor estilo “Oh meu Deus! O que estive fazendo todo esse tempo?” e faz o que toda pessoa numa situação similar faria...
Doa toda sua fortuna para instituições de caridade? Troca seu conglomerado armamentista por fábricas de rações para os milhões de famintos e desnutridos na África? Não. Ele usa seu intelecto superavantajado para criar uma armadura cheia de armas e passa a fazer justiça com as próprias mãos!
O filme é bem divertido, com as piadas gravitando em volta do comportamento de Stark que dá vida ao Homem de Ferro – ênfase no “homem”. Porque uma coisa que deve se notar é que o longa além de divertido também é uma grande apologia ao machismo! Stark não passa de um carinha nos seus trinta anos em grande crise, que em vez de gastar seu dinheiro com televisões de plasma, carros esportes e mulheres mais jovens – coisas que ele já tem de sobra e não passam de extensões de seu p... Ego e masculinidade – ele decide se divertir com uma arma de destruição em massa na forma de uma armadura espalhafatosa.
Além das atitudes do próprio Tony Stark e de alguns muitos personagens masculinos do filme, temos a presença das mulheres que só reforçam toda vibe macho man do filme. Esqueçam a revolução feminista, os sutiãs em chamas! No filme, as aeromoças do jatinho particular de Stark viram stripers profissionais com direito a pole surgindo no meio da aeronave. E o que dizer da jornalista Chistine Everhart, que chega toda-toda criticando as ações de Stark para depois cair na cama dele? Pura demonstração de profissionalismo.
Mas quem ganha mesmo é a queridinha do filme Pepper Potts, interpretada pela Gwyneth Paltrow. A ruivinha primeiro tem cara de palerma maior parte do filme, faz tudo pro Stark – traz café, roupa lavada, dispensa as “minas” que ele comeu – e ainda acaba caidinha por ele. A cena épica da falta de amor próprio de Potts é quando ela se encontra em cena romântica com o patrão – usando um vestido que deixava visível a falta de comissão de frente da senhorita Paltrow – e se atira para um beijo silenciosamente desesperado e Tony Stark simplesmente sai deixando a moça lá. O resto do filme ela grita, corre e se ajuda o Homem de Ferro em alguma coisa é muito pouco.
Não faço esses comentários com aquele tom de discurso e toda aquela baboseira politicamente correta... Mas o slogan do filme poderia muito bem ser “boys and their toys”. O final é bem conciso e o filme já um grande sucesso de bilheteria. Eu me diverti não só com ele mas com o amigo do amigo que tinha uma risada bastante peculiar e espontânea – entendam como extremamente constrangedora – e que com o número de piadas no filme dá pra imaginar o que acompanhou a trilha sonora. Sem falar nas pessoas que começaram a prevê-la e a imitá-la com antecedência. Comédia na tela e na platéia também.
P.S. Who the hell dá o nome da filha de Pepper Potts? E se é um apelido, que porra significa? Pimenta Maconhas? (cretina essa)

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